sábado, 15 de agosto de 2009
CANDIDATOS A PASTOR: JUDAS, LÚCIFER, BALAÃO?
Seria cômico, se não fosse trágico...
Uma igreja local constituiu um Comitê de Púlpito para sugerir nomes para avaliação pela congregação, para a escolha do futuro pastor da igreja. Aqui está o relatório que o Comitê apresentou:
ADÃO: É um bom homem, mas parece não ter nenhum controle sobre sua mulher.Existem rumores que ambos gostam de caminhar pelados nos bosques. Quando o confrontamos com esse pecado, jogou a culpa na mulher.
NOÉ: No pastorado anterior, que durou 120 anos, não conseguiu ganhar nenhuma alma. Susceptível a projetos de construção irrealistas.Após receber um grande livramento de Deus, esse homem demonstrou ser um fraco e passou a embriagar-se.
ABRAÃO: Existiam rumores que praticava a troca de casais. No entanto, quando investigamos, constatamos que na verdade ele nunca dormiu com a mulher de ninguém, embora realmente tenha oferecido sua mulher para outros homens, apesar de que nada se concretizou de fato. Em certa ocasião, quase matou seu filho, sendo detido no último segundo. Teve a oportunidade de viver em uma região muito bonita e próspera, mas passou a chance para seu sobrinho. Tememos que possa vir a cair na pobreza e tornar-se um peso para a igreja na velhice. Existem rumores de que, com o consentimento da sua mulher, engravidou uma empregada doméstica, que depois de alguns anos foi demitida e enviada para longe com a criança.
Acredita em interpretação de sonhos e já esteve preso por quase dez anos. Parece que viveu grande parte de sua vida em abjeta escravidão, o que nos faz pensar se está preparado para lidar com homens de negócios bem-sucedidos e líderes da comunidade. Certa vez acusou um homem de furto e fez com que ele fosse preso injustamente.
MOISÉS: Um homem manso e modesto, mas não se expressa bem, chegando a gaguejar. Isso nos faz duvidar de seu passado como membro da família real do Egito. Se ele realmente tivesse essa origem, seria um orador seguro.
Algumas vezes, levanta ameaçadoramente seu cajado e tem acessos de raiva. Existem rumores de que abandonou uma igreja anterior após ser acusado de assassinato. Além disso, achamos que seu casamento inter-racial com uma mulher etíope possa vir a causar tensão na nossa igreja.
DAVI: Era o líder mais promissor de todos, até que descobrimos que envolveu-se em um relacionamento extraconjugal com a mulher de um militar.
Além disso, parece gostar de matar seus inimigos, em vez de procurar formar associações ecumênicas.
SALOMÃO: É um ótimo pregador e tem uma coleção enorme de provérbios que ele mesmo criou. No entanto, a casa pastoral não é grande o suficiente para abrigar todas as suas mulheres.
ELIAS: Tende a cair em depressão. Desestrutura-se completamente quando é colocado sob intensa pressão.
Não sabe se comportar em reuniões ecumênicas, pois zomba enquanto os outros ministros adoram e em certa ocasião até os incentivou a se cortarem com lâminas. Foi visto correndo, tentando alcançar um carro, o que nos faz suspeitar de sua sanidade.
ELISEU: Tivemos informações que morou na casa de uma mulher viúva enquanto estava em uma igreja anterior, o que pode gerar rumores e suspeitas.
OSEIAS: Um pastor amoroso e gentil, mas jamais poderíamos tolerar a ocupação de sua mulher.
JEREMIAS: É instável emocionalmente, alarmista, negativista, sempre está lamentando por alguma coisa. Soubemos que fez uma longa viagem apenas para enterrar uma peça de roupa nas margens de um rio na Síria. Um rei que leu seus escritos lançou o manuscrito no fogo imediatamente, por causa da linguagem ofensiva, mas Jeremias, teimosamente, escreveu tudo de novo.
ISAÍAS: Parece ser fronteiriço. Afirma ter visto anjos na igreja. Tem problemas com sua linguagem. Admite abertamente que seus lábios são impuros.
EZEQUIAS: Este homem está completamente louco. Durante muitos dias, alimentou-se de uma ração mínima, cozida sobre o esterco de vacas. Quando sua jovem mulher morreu, não esboçou a menor reação. Afirma ter visto sacerdotes e líderes políticos praticando abominações no Templo, o que é uma acusação totalmente absurda. Achamos que precisa de internação urgente.
JONAS: Recusou o chamado de Deus para pregar no exterior, mas foi forçado a obedecer após ser engolido por um grande peixe em uma tempestade no mar. Diz que o peixe o vomitou em uma praia. Além disso, parece que prega, mas sem desejar que as pessoas realmente se convertam. Recomendamos não arriscar com esse candidato.
AMÓS: Devido a sua formação de homem do campo, tem a mentalidade estreita e é grosseiro ao lidar com pessoas de nível social elevado. Sua maior experiência é em tanger o gado e em colher figos. Talvez possa melhorar após estudar em um dos nossos seminários, mas parece ter um bloqueio natural contra os ricos. Achamos que seja um pastor adequado para uma igreja situada em um bairro mais pobre.
MELQUIZEDEQUE: Temos ótimas referências do emprego atual dele, mas de onde vem esse homem? Não preencheu as informações no currículo sobre os empregos anteriores, nem sobre sua filiação. Recusa-se a informar a data do nascimento.
JOÃO BATISTA: Diz que é batista, mas não se veste como tal. Passa vários meses dormindo ao relento, ou em cavernas, tem uma dieta totalmente estranha e provoca os líderes de outras denominações. Tem pouco tato ao lidar com os políticos de alto escalão, fazendo-lhes acusações severas. É totalmente intransigente e não sabe contemporizar.
PEDRO: Um homem rude. Dizem que retorna à antiga ocupação de pescador nos momentos mais impróprios. Tem um péssimo temperamento e pragueja quando fica nervoso. Teve um entrevero com Paulo, em Antioquia. É agressivo, mas na verdade é um frouxo e chora às escondidas.
PAULO: Líder nato e um pregador fascinante. No entanto, parece ter pouco tato, é impaciente com os pastores jovens, é severo e dizem que gosta de pregar até as altas horas da noite. Além disso, sofre de um problema de visão que o incapacita até para escrever. Certa vez, provocou uma agitação civil e depois fugiu da cidade, escondido em um grande cesto. Morou durante vários meses na casa de Públio, um notório pagão, na ilha de Malta, no Mediterrâneo. Dizem que nesse lugar, fundou uma igreja e iniciou um ministério de manipulação de serpentes. Além disso, tem o inconveniente de ser solteiro.
TIAGO & João: São dois irmãos que gostam de trabalhar juntos. A princípio, o pacote de pregador & assistente parece bom, mas descobrimos que têm um problema de ego com relação aos demais pregadores e que gostam de ocupar posições de destaque nas festas.
Certa vez, ameaçaram fazer descer fogo do céu e destruir uma cidade, só por terem sido insultados. Tivemos informações que tentam desencorajar aqueles que não seguem exatamente suas orientações. Diótrefes, que foi líder em uma igreja informa que foi sumariamente desligado após João escrever uma carta instruindo a igreja a tomar essa atitude.
TIMÓTEO: É jovem e inexperiente demais. Não conseguiria se impor diante dos outros jovens e dos homens mais velhos. É mestiço, e sabemos o que isso significa. Além disso, um diácono que o visitou, viu uma garrafa de vinho na estante da sua sala.
MATUSALÉM: É velho demais, sem a menor condição de assumir um pastorado.
JESUS: Teve seus momentos de popularidade, mas depois que sua igreja atingiu 5000 membros, conseguiu ofender, escandalizar e afugentar a quase todos com sermões muito duros.
Raramente fica muito tempo em um só lugar. Não tem nenhuma propriedade, bens ou patrimônio pessoal e seria um homem muito necessitado se o chamássemos, pois praticamente pede tudo emprestado e seus amigos precisam sustentá-lo e abrigá-lo em suas casas. Foi visto várias vezes saindo de tavernas e em conversações com prostitutas e com notórios pecadores na região da boca do lixo. Dizem que gosta de tomar bons vinhos e que não recusa convites para festas e banquetes. Parece estar muito preocupado com os demônios, e, por toda a parte, expulsa-os das pessoas. Elogia aqueles que contribuem com pouco para a obra de Deus e critica aqueles que contribuem com muito. Já recebeu várias ameaças de morte, devido a sua intransigência e a rejeição aberta aos grandes líderes ecumênicos. Certa vez, adentrou na maior igreja da cidade, onde havia um bazar para levantamento de fundos, e, transtornado, derrubou todas as barracas e expulsou o povo utilizando um azorrague que ele mesmo improvisou. Estar próximo de Jesus parece ser muito perigoso. Ele adverte seus seguidores que terão aflições e que serão perseguidos por serem seus discípulos. Além disso, tem a desvantagem de ser solteiro, com o agravante de não demonstrar interesse em desenvolver um relacionamento afetivo com nenhuma mulher. Grande parte de seus ensinos parece suicida, falando de sua própria morte. Seria um ministério muito negativista para a nossa igreja, lembrando que desejamos um pastor que fale sobre o poder do pensamento positivo.
(E aqui segue o perfil dos três melhores candidatos ao cargo de pastor, ideal para a visão de nossa igreja.)
JUDAS: As referências aqui são boas. É eficiente, discreto e tem perfil conservador. Gosta de organizar campanhas de arrecadação de fundos para ajudar as obras assistenciais. Tem boas ligações com políticos de alto escalão e com líderes eclesiásticos. Foi tesoureiro durante o tempo em que acompanhou Jesus, e sempre gozou da confiança do grupo. Recentemente, diante de uma multidão, abraçou e beijou Jesus, em uma demonstração singular de confiança e de amizade. Nós o convidamos para pregar no próximo domingo. Temos possibilidades aqui. Há um rumor que ele se suicidou ontem, mas deve ser um boato sem fundamento, tendo em vista seu tremendo potencial.
BALAÃO: Exerce um ministério de unção profética. Freqüentemente, é chamado para aconselhar reis e presidentes, que o remuneram bem por seus serviços. É famoso por sua capacidade de conversar com os animais. Além disso, é especializado em escolhas éticas e em soluções pragmáticas. Deve se dar muito bem em aconselhamento conjugal. Se Judas não puder assumir, esse candidato deve ser considerado com atenção.
LÚCIFER: Iniciou sua carreira como Ministro de Música nas regiões celestiais. É extremamente talentoso na música. Diversos roqueiros, como Raul Seixas, Little Richard e David Bowie já o reconheceram como o verdadeiro criador do Rock and Roll. Foi também sua a idéia de introduzir a música Rock nas igrejas. Foi injustamente demitido de seu cargo simplesmente por tentar ser igual a Deus. Tem as mais altas recomendações de muitas organizações que ele mesmo criou, como a Maçonaria, a Ordem dos Templários do Oriente, a Ordem Hermética da Alvorada Dourada, a Sociedade Rosa-Cruz, a Sociedade Teosófica, o Cristianismo Esotérico, a Ordem dos Jesuitas, Opus Dei, os Movimentos de Renovação de Brownsville e da Bênção de Toronto, além de grandes denominações, como a Igreja Metodista Unida, a Igreja Episcopal, e a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, onde ele conseguiu colocar vários de seus colegas maçons em posições de liderança. Tem aproximadamente 6000 anos de experiência em motivação humana. Recentemente, o evangelista Billy Graham aprovou o ministério de Lúcifer entre os budistas, dizendo que eles também vão para o céu. É acompanhado por um séquito de outros ministros de luz, que o seguem por toda a parte para ajudá-lo no que for preciso.
Esse candidato é nossa opção preferencial. O Comitê de Púlpito está tentando contatá-lo para saber se aceitaria assumir o pastorado em nossa igreja. Como está habituado a viver nas regiões celestiais, talvez não queira vir trabalhar em uma igreja pequena como a nossa.
Um dos membros do Comitê garante que Lúcifer já pastoreia nossa igreja, o que, é claro, é um total absurdo, pois nunca ninguém o viu em nosso meio.
Autor anônimo.
MALDIÇÃO HEREDITÁRIA EM CRISTÃOS CONVERTIDOS?
O que é maldição? Vejamos:
1) Dicionário Aurélio: "Ato ou efeito de amaldiçoar ou maldizer". Maldizer: "praguejar contra; amaldiçoar". Maldito: "Diz-se daquele ou daquilo a que se lançou maldição".
2) Dicionário Teológico: "Praga que se arroga a alguém. Locuções previamente formadas encerrando desgraças e insucessos".
3) Bíblia Online: "Chamamento de mal, sofrimento ou desgraça sobre alguém (Gn 27.12; Rm 3.14). Os que quebram a Lei estão debaixo de maldição. Cristo nos salvou dessa maldição, fazendo-se maldição por nós (Gl 3.10-13)".
Difícil é conciliar a "Teologia da Maldição Hereditária" com a Palavra. Os que defendem a existência de crentes amaldiçoados por maldições provindas de antepassados, admitem que é possível estarmos de posse de uma herança maldita, por nós desconhecida, e difícil de ser detectada no tempo e no espaço. O remédio seria QUEBRAR, ANULAR, AMARRAR, REPREENDER essa maldição. Feito isso, o crente ou não crente estaria leve, liberto e livre de todo peso. Nem ele nem os seus descendentes sofreriam mais os danos desse mal.
A maldição hereditária - segundo os que a defendem - surge em decorrência de um trabalho de feitiçaria ou de qualquer outra ação maligna lançada contra outra pessoa (a vítima). Uma pessoa em sofrimento pode ter sido consagrada, antes ou depois do seu nascimento, às entidades demoníacas. Uma palavra má pode ter sido lançada sobre a vida de uma família, que nunca prosperará e será vítima de enfermidades e angústias.
As pessoas sem temor a Deus, sem vida em Cristo, sem vida no altar, estão sujeitas a problemas muito maiores do que esses, pois estão condenadas à morte eterna. Sem Cristo a maldição nunca acaba Vejamos quais as promessas para os que aceitarem a salvação que há em Cristo Jesus:
1) "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8.1). Poderia ocorrer o caso de os salvos em Cristo carregarem, ainda, maldições herdadas?
2) "Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo" (2 Coríntios 5.17). Ocorreria uma situação em que o NOVO carrega, ainda, coisas velhas?
3) "Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (João 5.24). Dar-se-ia o caso de alguém entrar no céu, carregando maldições?
4) "Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7). A maldição lançada contra os salvos seria mais eficaz do que o sangue de Jesus? Mais poderoso não é Aquele que está em nós?
5) "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas 3.13). Jesus tomou sobre si nossas maldições, e carregou nossos pecados.
6) "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8.36). Dar-se-ia o caso de o crente ficar livre das correntes do pecado, mas permanecer amarrado, ainda, às maldições resultantes de pecados cometidos por seus antepassados?
7) "Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça. Pelas suas feridas fostes sarados" (1 Pedro 2.24). "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas 3.13). Morremos para o mundo e para o pecado, mas não teríamos morrido para possíveis maldições sobre nós lançadas? A cruz nos salvou da maldição da lei, mas o sangue de Jesus teria sido impotente para nos livrar de maldições hereditárias?
Fica difícil de imaginar que uma pessoa beneficiária de tantas bênçãos possa carregar sobre si o fardo das maldições. A solução para livrar-se delas é aceitar a salvação que há em Cristo Jesus. As maldições não alcançarão os justos, porque os muros de nossa fortaleza espiritual estão íntegros, sabendo-se que "a maldição sem causa não virá" (Provérbios 26.2). Aos que se julgam debaixo de maldição, Jesus faz um convite e uma promessa: "Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28).
fonte: Palavra da verdade
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
O APÓSTOLO PAULO É RECUSADO PARA O CARGO DE MISSIONÁRIO!!!
Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando por que não poderia aceitá-lo.
Ao Reverendo Saulo PauloMissionário Independente
Roma, Itália
Caro Sr. Paulo:
Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.
Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui "passar" como missionário independente.
Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras.
Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.
Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas igrejas.
É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha folha corrida na Polícia.
O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de "o homem que virou o mundo de cabeça para baixo". Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.
Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", de Dálio Carnego.
Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de certa idade.
Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática.
Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.
O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.
Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.
O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.
O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância.
Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho.
Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.
Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.
O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte.
A Junta prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.
Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão?
Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.
Sinceramente,
Secretário da Junta de Missões Mundiais
Autor: Anônimo
"TESES QUE BEM PODERIAM SER PARA OS DIAS ATUAIS..."
1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese
O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese
O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese
Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese
Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
10ª Tese
Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese
Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese
Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese
Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese
Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese
Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese
Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese
Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese
Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese
Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese
O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese
Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese
Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese
E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
30ª Tese
Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese
Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese
Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese
Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese
Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35ª Tese
Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese
Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese
Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese
Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39ª Tese
É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese
O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41ª Tese
É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
44ª Tese
Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
46ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
48ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
52º Tese
Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
53ª Tese
São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese
Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
55ª Tese
A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese
Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
57ª Tese
Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese
Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
59ª Tese
São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese
Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese
Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
62ª Tese
O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese
Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese
Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese
Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese
Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese
As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese
Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese
Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
70ª Tese
Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
71ª Tese
Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
72ª Tese
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
73ª Tese
Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese
Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
75ª Tese
Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
78 ª Tese
Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
77ª Tese
Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
78ª Tese
Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
79ª Tese
Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª Tese
Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
81ª Tese
Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
82 ª Tese
Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
83ª Tese
Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
84ª Tese
Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
85ª Tese
Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
86ª Tese
Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
87ª Tese
Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
88ª Tese
Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
89ª Tese
Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
90ª Tese
Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese
Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese
Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
93ª Tese
Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
94ª Tese
Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.
95ª Tese
E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.
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