domingo, 23 de agosto de 2009

QUEREMOS VER MILAGRES!



Quem já não ouviu essa frase, ou, simplesmente essa palavra? “Milagre”! Quando a ouço lembro rapidamente de três coisas distintas: Jesus, romeiros católicos e evangélicos fanáticos. Por que isso? Jesus é claro por seus milagres e curas inesquecíveis. Romeiros por atribuírem a estátuas de santos católicos os mesmos milagres e curas. De evangélicos por serem muitas vezes movidos a milagres. Mas por que fanáticos? A resposta virá logo a seguir.
Segundo nosso idioma, fanatismo significa:
Excessivo zelo religioso; facciosismo partidário; adesão cega a alguém, a um sistema ou doutrina; dedicação excessiva; cegueira; obstinação.


Nos últimos dias temos visto relatos de supostos “milagres” que não edificam em nada, nem a obra de Deus, nem mesmo o espírito de quem recebe tal “benção”. São dentes de ouro, emagrecimento, remoção de dores, etc. De tudo isso vem à geração de caixa, pois o marketing gospel é o melhor desde a venda de relíquias religiosas, ato muito praticado pela igreja católica em seu auge. A onda agora é vender toalhinha suada do milagreiro, azeite extraído das azeitonas “santas” plantadas em Israel, água “benta” do rio Jordão e cada vez mais a idolatria adentra as portas da Casa do Senhor. Muitas igrejas antes consideradas conservadoras e tradicionais nos costumes e na Sã Doutrina, hoje estão descambando para o lado da apostasia, tentando convencer o povo que isso é o evangelho de Cristo.
Já presenciei fatos em que o pastor da Igreja, com vergonha ou medo do povo, disse que entregaria o púlpito ao pregador milagreiro mais cedo, pois o tal era usado de uma forma “diferente” e não queria que oculto passasse demais do horário. O mesmo pregador, rebatendo o que o pastor comentou, disse que na igreja onde ele freqüenta que eles fecham as portas e ficam até a meia noite, uma hora da madrugada. E o bom senso onde está?
Depois da exortação da Palavra, o pregador embebedou suas mãos num óleo perfumado, bem vagabundo por sinal e ficou “ungindo” os fiéis e soprando seu bafo na cara deles. Mas ainda não havia acabado. Depois de fazer tudo isso, o mesmo, em alto e bom tom, tomou o lugar de Deus e disse: “- Quem quiser receber essa mesma unção de cura que Deus me deu, venha aqui que EU darei!” Essa realmente foi de correr a ovelha do pasto!
Mas como diz o título do artigo, queremos sim ver milagre! Ver a mão de Deus entrando em nossos templos e assumindo o seu lugar como o ADORADO, o TODO-PODEROSO, o DONO DA FESTA! Queremos ver o milagre do despertar no meio do povo de Deus! Não gritaria e meninices que alguns tem atribuído como sendo o AVIVAMENTO, mas sim o verdadeiro! Ver o amor a Deus estar realmente em primeiro lugar em nossas vidas! Ver o amor ao próximo finalmente nascer em nossos corações!
Queremos milagres sim! Milagre de ver o humilde exaltado por Deus! Ter a presença de Jesus em nossos cultos para que verdadeiramente possamos adorá-lo e venerá-lo devidamente como nosso Deus! Amém.

fonte: Alessandro Monteiro

CONHEÇA BENNY HINN.Depois de ler isso, sua visão nunca mais será a mesma!



Infelizmente, muitos crentes, por não conhecerem toda a verdade acerca de Benny Hinn, consideram-no um verdadeiro deus, um profeta do Altíssimo, especialmente ungido para os últimos dias. Os fatos descritos abaixo são duras realidades, mas que devem ser levadas em consideração por aqueles que, cegamente, têm seguido aos ensinamentos de Hinn:


1) Ele declarou que Jesus “... assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no excelente trabalho crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p.166).


2) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem, p.373).


3) Ensina que o homem é um pequeno deus. E afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p.119).


4) Asseverou que o homem, em princípio, voava da mesma forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria vontade: “Adão era um superser (...) costumava voar. Naturalmente, como poderia ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p.128).


5) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui de seus ossos (idem, p.373).


6) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p.56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”. Não somos nós que devemos implorar pela presença do Espírito?


7) Ele ensina que a Trindade é composta de nove pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um, espírito, alma e corpo (citado em Cristianismo em Crise, p.375).


8) Ao ser criticado, disse que gostaria de ter “uma arma do Espírito” para explodir a cabeça de seus críticos. Além disso, profere palavras funestas contra aqueles que refutam suas heresias. As ameaças abaixo, extraídas do livro supracitado (p.376), foram dirigidas ao Instituto Cristão de Pesquisas dos EUA:“Agora eu estou apontando meu dedo para vocês com o tremendo poder de Deus sobre mim... Ouçam isto! Existem homens e mulheres no sul da Califórnia me atacando. É sob a unção que lhes falo agora. Vocês colherão o que estão semeando em suas próprias crianças se não pararem... E seus filhos e filhas sofrerão” (...)“Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá a sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...”


9) Hinn concordou em tirar alguns erros do livro Good Morning, Holy Spirit (Bom Dia, Espírito Santo), depois de uma conversa com Hank Hanegraaff (presidente do ICP dos EUA), em 1990. No ano seguinte, admitiu seus erros e prometeu fazer alterações em seus escritos. Entretanto, depois de algumas semanas, retornou às suas velhas práticas (idem, p.375).


10) Defendendo a teologia da prosperidade, pela qual afirma que a pobreza é uma maldição, disse que Jó era carnal e mau (idem, p.103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo: “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).


11) Defensor também da falaciosa confissão positiva, declarou: “Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade...’ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”. (idem, p.295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).


Diante do exposto, é Benny Hinn um profeta de Deus? Antes de responder a essa pergunta, leia atentamente Mateus 7.15-23. Bem, agora é com você: reflita e responda, com toda sinceridade e imparcialidade, à pergunta em apreço.

Fonte: Blog do Ciro

DESABAFO DE UM PASTOR.



Cansei!

Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço.
Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos.
Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor.

Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados.
Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista.

Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.

Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação.
Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos.
Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.

Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio.
Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa.

Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições.
Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos.

Considero os amuletos evangélicos horríveis.

Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade.
Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa.
Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos.
Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética.
Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta.
Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais.
Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais.
Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual.
Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo.
Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc.

A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas.
Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios.
Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português.
Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade.
Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo.

Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes.

Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.
Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos.
Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento.

Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota.
A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores.
Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo.
Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita.
Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança.
Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado.

Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas.

É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos.
Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola.

Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico.

Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones.

Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante.

Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie.

Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos.

Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida.

Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita.

Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade.

Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.

Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu.

Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor.

Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma.
Ainda há tempo de salvar a nossa.


fonte: Soli Deo Gloria.
Leia também: